Foto Foto · 'A Arte do Azulejo em Portugal', de Luquésio Melo
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13 Fevereiro 2011
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Palácio dos Marqueses de Fronteira – Lisboa

Pormenor da famosa “Galeria dos Reis” do Palácio Fronteira, construído em 1640 para D. João de Mascarenhas, o primeiro Marquês de Fronteira, ampliado no século XVIII, em estilo “rocaille” é actualmente a residência do décimo segundo Marquês de Fronteira, D. Fernando de Mascarenhas, mas é possível visitar algumas das suas salas e os seus sumptuosos jardins.
É também conhecido pelo “Palácio dos Azulejos” uma vez que tanto no seu interior, como no exterior, possui maravilhosos painéis de azulejos, nomeadamente na Sala das Batalhas, na Sala dos Painéis, no Jardim de Vénus e no Jardim Formal do século XVII, onde se destaca a Galeria dos Reis.
O século XVII caracteriza-se pelos azulejos de repetição, pela liberdade de interpretação e pela enorme diversidade da figuração: a igreja e a nobreza são os principais clientes, com encomendas de figuras de santos e cenas narrativas religiosas e o azulejo profano para a decoração dos espaços palacianos, nomeadamente para revestimento de interiores e jardins de construções em Lisboa ou no campo, depois da restauração da independência em 1640.
Os azulejos de padrão começam a ser produzidos em grande quantidade, de início em módulos de repetição com apenas 232 azulejos e mais tarde em módulos enormes de 12.312, normalmente acompanhados de cercaduras e barras para melhor integração nas diferentes arquitecturas.
Os pintores de azulejos começam a utilizar gravuras famosas que chegam da Europa, tais como os “grotescos” recuperados pelo pintor Rafael, com motivos profanos da antiga Roma, tecidos exóticos estampados (chitas) provenientes da Índia, aplicados, por exemplo, em frontais de altar. Aparecem as cenas de caça, idílicas, e as cenas sobre a temática holandesa dos “cinco sentidos” onde personagens à volta de uma mesa fazem referência indirecta aos diferentes sentidos (música para audição, alimentos para o paladar e os toques que trocavam entre si, para o tacto...)
O Palácio dos Marqueses de Fronteira em Lisboa, é talvez um dos exemplos mais significativos deste século.
Vale a pena visitar.

Nikkor AF-S 17-35mm 2.8 IF ED
Nikon D100
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